quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Há dias


Nem sempre os dias são iguais,
Nem sempre conseguimos o que queremos,
Organizar os pensamentos,
O que ocorrem a nossa volta.
Nem sempre as palavras se descobrem.
Há dias lentos,
Tão lento que nos chega a sufocar
A vontade é de correr sem rumo
Chegar mais depressa
A qualquer lugar.
São dias estranhos,
Estagnados como ar parado
Que nem ventos movem.
É como se me faltasse o ar,
A cede e a vontade de viver
E mesmo que nos esforcemos
Para voltar ao normal,
Tudo acontece descoordenado
Numa dormência de corpo
Que não sabemos evitar
Por desconhecermos o seu principio.
São estes os dias tímidos,
Encobertos por nuvens
Frio, sem luz, sem calor.
Pacientemente envolvido pela brisa...
Dominados pela dor,
Tento sentir a emanação agradável
Que vinha do teu corpo no meu
Da tua boca para a minha boca
Do teu hálito quente.
Quando mi beijava.
Tento matar em mim o desejo descontrolado
Que mi deixa mais desorientada
Tento me reencontrar no espaço,
No tempo, no dia, no agora.
Tento viver sem ti, mas não sei,
Só sei que te amo. Que te quero
Que te desejo pra sempre.

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