
Um cheiro. Imenso.
Um aroma que se espalha pela noite,
Pelo ar quente,
Corpo úmido de orvalho
Pelo constante caminhar,
Entre folhagem molhada,
Passos incertos, visão destorcida.
Realidade sonhada...
Por mim que foi naquele rumo
Sem saber para onde ia,
Partindo totalmente ao desconhecido.
Receando uma desilusão premente
Mas não ignorando aquele aroma
Que agora penetrava no meu espírito,
Entranhava-se na minha roupa,
Possuía-me. Era um cheiro que a te pertencia.
Para mim. Era o rosto da minha nova realidade.
Uma calma continua um espaço por conquistar.
Onde lentamente repousei os meus pilares,
Onde concedi espaço. Novas noites,
Noites de amor sem fim. Outros sorrisos,
Outras atitudes.
Legitimas? Sim. Sempre confiante.
Ajustes. Como o meu corpo a uma nova vida
A um esforço diário que me consumia as forças.
Onde cresci e mudei a minha forma de ser.
Onde moldei. onde quero criar raízes,
Ser eternidade.

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