terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Elo que nos une.




Adormeci, sem nenhuma esperança.
Entreguei ao destino a minha alma,
sai evaporando-se na brisa da Noite.
Hoje não quero pensar,
não tenho forças,
quero apenas esperar por ti,
ficando aqui, perdida, corpo inerte,
clamando, num pranto a tua presença.
Hoje, quero ficar,
esperando que o clamor do meu ser
fosse muito alem das dimensões que nos separam,
que chegasse aos sonhos,
ou até te trariam até mim.
Abandonei-me à ao destino
onde sei que existes caminhos que me leva a ti,
apesar de, nunca te ter visto.
Entrego-me, ao desvario que me força à morbilidade,
extinguindo-me a esperança,
e apagando em mim a luz que fazia chegar-te,
cruzando montes, oceanos, galáxias,
no espaço vazio das palavras que nasciam por entre os dedos.
Espero, o abraço, o beijo prometido,
o toque dos teus dedos sobre a pele,
para despertar-me desse sonho,
para soltar-me do que me aprisiona, me esgota,
me invade a mente de pesadelos, apagando em mim,
a luz da tua presença.
Vêm, segue para me encontrar,
unir os pedaços separados de um só...
porque o fim está próximo,
e a ligação entre nós teima em fechar-se,
perdendo-se para sempre o elo que nos une.


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