sexta-feira, 18 de junho de 2010

Amor

 Olha hoje para mim...Tenta ver minhas vontades...
Entra dentro de mim... Uma interrogação perante o porquê e o como.
Excitam-me as associações que poderiam se ter dissociado
num fragmento convulso da minha mente complicada,
os imprevistos que poderiam afundar na mesma pergunta,
provavelmente aquele olhar sereno e fixo na minha direcção,
até mesmo o desespero de uma vontade fisica.
Falta a melancolia de um abatimento esquecido,
falta a surpresa sem dúvida, faltam as mesmas noites,
falta a alegria estúpida estampada no rosto apenas devido aquele momento,
falta aquele momento de silencio,
falta juntar até o que me lembro de te,
falta sentir o sabor, o cheiro e a sua mão sobre o meu corpo.
Atravessa-me o desejo, a saudade, as suposições,
ideais, as conversas trocadas, o que passou e não volta a ser...
Desengradece-me completar os espaços deixados em branco com obrigações,
estipulações periódicas, com fugas à minha própria necessidade,
desequilibra-me a ideia que tudo se evaporou,
que afinal tudo tinha outra direcção,
essa que eu nunca descurei, muito pelo contrário,
que eu sempre a defendi realisticamente,
mas essa que me impossibilitou de concretizar esse mero escape
mesmo que fosse so essa a direcção que eu poderia escolher.
Mas olho para te e vem a pergunta urgente:" Onde estou?...
Porque viver longe de te, se você é meu eterno amor??
Sem resposta para mim mesma... Eu me olho...
Não em um espelho... mas dentro do meu proprio eu....
Triste...Sem saida... Me vejo retroceder sempre
em eternas lembraças dos sonhos sonhados...
imaginados....Momentos esquecidos no tempo...
Só de uma certesa eu tenho...Que não mi deixa desistir...
...O grande amor que sinto por te.

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