sexta-feira, 4 de junho de 2010

O gosto amargo da ausência

Você é assim toda aquela importância única em mim…
Vontade que não passa não para
que arde e morre dentro de mim.
Que não se sacia que não se acaba não se mede.
O gosto amargo da ausência que me consome,
pois a cada momento que olho o ponteiro do relógio
ele teima em parecer não mudar
é como se um pedaço das nossas lembranças
guardadas dentro de mim se fosse;
cada barulho insistente daquele tic-tac
é um eterno vazio que se forma ao meu redor.
Abstinência completa do teu cheiro,
ausência interna do teu toque;
cada parte de mim uma falta,
cada detalhe de mim uma ausência tua
cada, momento um sorriso.
Ao teu lado meu mundo modifica, completa,
brilha, implora, cresce, fortalece inevitável
não perceber que nosso mundo foi feito pra viver,
eu você e mais ninguém…

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